DECOMPOSIÇÃO DE NÚMEROS

            Com certeza já todos os alunos, nas actividades anteriores, concluíram (e utilizaram) que duas quantidades juntas constituem uma maior que lhes corresponde. Então já fizeram, de modo intuitivo, uma decomposição  duma quantidade. Interessa agora organizar a prática, sistematizar e usar o conceito.

            Para isso basta que, pondo uma régua - por ex. 3 - na horizontal e em posição de destaque, se convidem os alunos a reconstituir aquela quantidade com outras réguas e que cada reconstituição não seja igual à anterior.

            Por cada reconstituição/decomposição deve ser feita a sua leitura oral - por ex: 2 + 1 fica igual  a  3.

1 + 2 fica  igual à 3.                            

Mais tarde

1 + 1+ 1 fica  igual à 3.            Até este momento, usando só a  Adição.

                                              Usando as réguas de costas poderemos obter:                       

 /// x 1 fica igual à 3      Três vezes a régua um fica igual à régua três.

 / x 3 fica igual à 3        Uma vez a régua três fica igual à régua três. 

      Usando as réguas, ora de frente ora de costas, poderemos obter: 1 + // x 1 fica igual à 3.

                                                                                                          2 + / x 1 fica igual à 3.

    E ler-se-ão: A régua um, mais duas vezes a régua um, fica igual à régua três.

    A régua dois, mais uma vez a régua um, fica igual à régua três.                                                                  

Concretizando com réguas Cuisen’eu:                                                                                       

O traço grosso significa junção de réguas. O traço fino é marcação da própria régua.

Com muita facilidade as crianças montam, lêem e escrevem estas simples mas úteis expressões  numéricas, convivendo com adições e multiplicações e apercebendo-se que a multiplicação é uma soma vista de outra maneira. Sem definições e discursos de professor. Se cada aluno da turma propuser uma decomposição, outro a interpretar e outro a escrever no quadro, temos aqui matéria rica para umas aulas dinâmicas em que o professor pouco falará, pouco ensinará, os alunos corrigir-se-ão uns aos outros e seguramente aprenderão rapidamente por estarem mutuamente motivados. A interacção aluno/material e aluno/aluno funcionará.

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