CONDIÇÕES ECONÓMICAS

              Por volta do ano lectivo de 1967, estando eu no meu 6º ano de trabalho docente e a minha esposa frequentando o 2º ano da Escola do Magistério Primário de Santarém, veio a esta cidade o Dr. João Nabais fazer um seminário sobre o Método Cuisenaire. Como as possibilidades económicas do casal eram demasiado fracas para pagar duas inscrições, resolvemos  que participaria só ela por razões óbvias. Do referido seminário, a minha mulher trouxe para ela e para mim as ideias e alguns apontamentos que estavam incluídos no preço da inscrição, mas material didáctico e livros não trouxe nada por óbvias razões. Mas pelo que conversámos logo pensei que era capaz de ser um caminho dinâmico e versátil para motivar os alunos, dadas as possibilidades que eles teriam de manusear o material respectivo. Mas fiquei-me por aqui, pensando e sonhando, que era para o que dava o ordenado dum professor, donde ainda tinha de sair a mensalidade para os estudos da mulher. A instituição Escola tinha possibilidades zero de ter biblioteca ou simplesmente o livro referente ao método, nem o respectivo material.

Restava-me estar quieto, prejudicando a minha carreira e um maior sucesso dos meus alunos.

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